Uma das características dos espaços urbanos que mais pode contribuir para o desenvolvimento de vários aspectos associados à sustentabilidade tem a ver com a coexistência de vários usos de solo numa mesma área urbana.
O carácter das funções urbanas existentes constitui-se como o objecto de análise inicial, considerando não apenas os seus elementos (espaços públicos e privados, redes e actividades), mas sobretudo as relações funcionais entre eles.
A valorização ambiental do espaço urbano está intimamente relacionada com o seu desenho. Com efeito, a componente física do espaço urbano exerce uma grande influência na comodidade com que realizamos as actividades quotidianas, condicionando o bem-estar dos cidadãos. Para além de certas normas administrativas, que podem favorecer o seu bom desempenho, ou pelo contrário, o tornam anónimo, importa entender o desenho urbano enquanto arte de construção do espaço público e aprender, então, não só com as boas práticas recentes, como também com as práticas populares e tradicionais de cada lugar.
Se, finalmente, “o que atrai as pessoas são as pessoas”e o que importa assegurar é uma boa intensidade de uso, então a razão para o sucesso do espaço público está também relacionada com a densidade e diversidade funcional das actividades da envolvente próxima.
Existe hoje um reconhecimento generalizado sobre o papel-chave da participação dos cidadãos na construção de futuros urbanos sustentáveis. A visão da cidade sustentável – apresentada pela Nova Carta de Atenas só pode ser alcançada “através dos esforços conjuntos de todos os actores nos processos de gestão e planeamento urbano sustentável” , correspondendo a uma nova abordagem de governância urbana baseada no envolvimento dos cidadãos como meio de assegurar a coesão social.
A necessidade de envolver cidadãos e de pôr em prática uma abordagem participada que dá corpo ao novo entendimento dos conceitos de governância e de cidadania tem vindo a ser sublinhada em vários documentos e directrizes marcantes nas últimas décadas, tanto a nível internacional como nacional. O debate sobre desenvolvimento sustentável durante a Cimeira do Rio em 1992 foi sem dúvida marcante na emergência e adopção de novo modelos de governância e tornou claro a imperiosa necessidade de envolver cidadãos nos processos de desenvolvimento sustentável.
Os temas principais da cidade “de baixo carbono” são os de armazenamento e produção de energias renováveis e da sua distribuição para uso de acordo com a demanda, em termos de uma “cidade inteligente”. Baixa construção alturas e eco-turismo são incorporados ao conceito.
A consciência ecológica é caracterizar e desenvolver continuamente a cidade. A base para isso é fornecido pelo conceito de projeto urbano de uma cidade “tema”. Além dos usos comuns mistos, tais como vida, de trabalho, compras e lazer, o plano prevê que cada bairro um centro dentro da cidade, com nove “unidades” de cada distrito e uma função de definir, por exemplo, indústrias do ambiente e de vida ecológico. Os distritos da cidade devem operar de forma independente em um nível diário e ser interligados por temas especiais.